As Diabatz - De Volta à Terra Natal Para o Psycho Carnival 2017

As Diabatz
As Diabatz: Clau, Carol e Klaw. Foto: Divulgação
Antes tarde do que nunca, mas presente e em cima do laço, eis que tivemos a oportunidade de conversar com uma das bandas mais queridas da cena Psycho mundial. As Diabatz sobem ao palco do Jokers, em Curitiba, no próximo domingo, 26 de julho, na 18ª Edição do Psycho Carnival e prometem fazer o que sabem, um show empolgante para matar a saudade do público.

A banda, formada em 2006 com Carol Baby Rebbel na guitarra e vocal, Killer Klaw no baixo e Clau Sweet Zombie na bateria está sempre presente nos maiores festivais do planeta e mesmo tendo a peculiaridade de ter suas integrantes morando uma em cada parte do mundo, em nenhum momento decidiu-se encerrar as suas atividades. Ao contrário disso, estão cada vez mais presentes e firmes, consolidando seu nome na história do estilo.

Confira a entrevista com Clau e Carol, falando sobre o retorno da banda ao Psycho Carnival e ao Brasil, o reencontro com amigos, as novidades que estão por vir e sobre a cena do Psychobilly. Com vocês, As Diabatz.
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PB - Olá meninas, é com grande satisfação que teremos a presença d'As Diabatz no line-up deste ano no Psycho Carnival. Depois de algum tempo sem tocar no Brasil, quais são as suas expectativas para esta apresentação e o que podemos esperar deste show?
Klaw. Foto: Camila Zanon

Clau - A expectativa é grande, os palcos do Psycho Carnival sempre representaram muito para a gente e faz parte da história das Diabatz. Tocar em casa é sempre especial e esperamos que todos gostem do show que estamos preparando!
Carol - Todo show pra nós no momento tem um sentimento de reunião, mais ainda quando se trata de um festival onde crescemos como banda e como pessoas.

PB - E para a banda que nasceu em Curitiba, além do prazer de tocar em um grande festival na sua cidade natal, é um momento para rever os amigos correto?

Clau - Como eu estou morando no Brasil ainda, essa sensação de rever os amigos como certeza não é a mesma da Claudia e Carol, mas Psycho Carnival reúne gente do mundo todo, então vou rever amigos que só tenho a oportunidade de ver 1 vez por ano no festival, então estou ansiosa! 
Carol - Sim!!! Hahaha, não vejo a hora de ver muita gente que não vejo há muito tempo. E é claro, minhas "hermanitas", Clau e Claudia. Eu vou em muitos festivais na Europa, todos que posso, mas o Carnival pra mim é uma festa muito diferente. Igualmente divertida.

PB - Além de tocar em casa, estar presente no mesmo festival onde grandes influências estarão, como o Meteors, aumenta em grandes números a vontade de estar logo no palco certo?
Carol, guitarrista e vocalista das Diabatz
Carol. Foto: Johann Stollmeier

Clau - Tivemos a oportunidade de tocar com eles aqui no Brasil em 2012 e foi uma experiência incrível, não é segredo pra ninguém que o Meteors é a minha maior e principal influência dentro do Psychobilly!! Mas acho que a nossa vontade de tocar independe da banda que estamos dividindo palco, queremos tocar com todos e em todos os lugares do mundo!!!

PB - E o novo álbum que estava para sair agora no início do ano? Esperávamos poder ter o lançamento no festival?

Clau - Realmente, tivemos algumas coisas no decorrer do processo de produção do disco, os planos são para fazer um lançamento mais pro final do ano. A espera vai valer a pena hehehe!!!

PB - Tenho certeza que valerá muito a pena. Podem adiantar o nome do álbum, se já tiver, com exclusividade para o Psychobilly Brasil?

Clau - Ainda não sabemos... (N.E.: sei.....rs) 
Carol - Temos algumas idéias, mas com certeza vai ser algo relacionado aos 10 anos da banda. 


PB - Mais para o fim do ano voltamos a conversar então hahahaha. A princípio, seriam 10 músicas novas e autorais no disco novo. Isto foi mantido ou teremos mais algumas surpresas?

Clau - Olha, que curioso! hahahahaha 
Carol - 10 ou mais, mas queremos gravar somente o melhor do melhor, sem colocar música no álbum pela quantidade. Até porque vai ser lançado em vinil, e com isso a qualidade do som vai piorando quanto mais músicas se coloca em cada lado do disco.

PB - Vamos esperar então ansiosamente este lançamento que com certeza será tão bom ou melhor quanto os anteriores. Nos próximos shows, teremos um set-list recheado de novas canções e clássicos correto? Quais músicas não podem faltar num show das Diabatz?
Clau, baterista das diabatz
Clau. Foto: Camila Zanon

Clau - Sempre que nos reunimos para tocar nos esforçamos para tocar todas no repertório.. mas vai depender muito do tempo de show, não sei dizer se temos músicas "clássicas" no nosso repertório.. mas acho que a galera curte por exemplo PSYCHOMAD MARY, e essa nunca falta. (N.E.: Esta é um clássico!)
Carol - Aah, Psychomad Mary e a galera se quebrando no Wrecking... *suspiro* Hahahaha

PB - As Diabatz tem a característica de fazer apresentações bem animadas, sem deixar ninguém parado com a sua desenvoltura e carisma no palco. Já pensaram em lançar algum material ao vivo? CD ou DVD?

Clau - Obrigada, ficamos felizes em poder passar uma boa energia e fazer as pessoas se divertirem. Ainda não pensamos em produzir um material ao vivo, mas quem sabe no futuro, seria legal porque realmente tocar ao vivo é bem mais empolgante.


PB - Ano passado, em 2016, vocês participaram da 5ª edição do Long Beach Psyclone e em 2015 na 6ª edição do Earthquake. Como foram as apresentações das Diabatz nestes festivais?

Clau - Tocar fora do país é bem diferente do Brasil, desde estrutura até público. O Earthquake é um festival muito foda que sempre reúne em seu line-up bandas que a gente gostaria que viessem pro Brasil sempre, pra mim particularmente é sensacional poder dividir palco com grandes referências - no Earthquake eu curti bastante o show do Griswalds e Batmobile. Já o Long Beach Psyclone é mais surreal... o festival era realizado num hotel!!! Long Beach é um lugar que me faltam palavras - na verdade me apaixonei pela California hehe - voltando... o festival era num hotel bem grande no salão de eventos, e as bandas / público ficavam hospedadas no hotel, tinha festa na piscina, shows a tarde e churrasco, a gente podia curtir toda a festa da sacada do quarto, depois descer e ir pro salão de eventos pro show... enfim, a ideia é genial! Nessa edição do Psyclone eu curti muito Smell of Kat e Frenzy. O triste é que o hotel ia ser demolido então não se sabe o que vai ser do Psyclone. E o hotel era histórico, Elvis se hospedou lá e o quarto que ele ficou permanece intacto.
As Diabatz no 6º Psychobilly Earthquake em 2015
As Diabatz no 6º Psychobilly Earthquake em 2015
PB - E tendo esta visão privilegiada do "além-mar", nos diga como está o cenário internacional do Psychobilly? Novas bandas, novos elementos, como vocês veem esta evolução do estilo?

Carol - Eu sinto que a cena na Europa deu uma diminuída, nos pagantes em festivais, e com isso alguns festivais lendários como o Satanic Stomp já não existem mais. Aliás o Satanic Stomp voltou, mas em outro lugar e só um dia. O Psychobilly Earthquake também periga acabar. O Psychobilly Meeting começou cada vez mais a colocar bandas de outros estilos pra trazer mais público. A verdade é que as pessoas tem que dar espaço e atenção pra bandas menores... Tem alguns festivais como o Psychout Circus que convida bandas mais iniciantes da Europa inteira e também EUA e America do Sul pra que a cena se perpetue e não desapareça conforme as bandas mais velhas se aposentam...e isso vai acontecer! Temos uma galera na Europa que é muito a fim de começar um festival pequeno só com bandas pequenas, e que se for ver, nada mais era do que como tudo começou nos anos 80. Ninguém além de poucas bandas era lendário naquela época. Por isso precisamos apoiar os "headliners" que vão trazer público no futuro.
As Diabatz. Foto: Johann Stollmeier

PB - Com certeza, isso é um fato que acontece em todos os estilos musicais, o apoio tem que vir de todas as partes, sendo do público e das bandas mais "velhas", assim como das novas gerações que surgem e que devem se empenhar em não deixar o estilo acabar.
Acompanhamos por aqui também a repercussão da promoção que a Doc. Martens fez com a banda. Eu particularmente fiquei muito feliz por vocês. Qual a sensação de ver vídeos e posters da banda espalhado por todos os cantos? 

Clau - Nós também ficamos super felizes com o convite para o comercial, foi muito legal fazer o vídeo porque eles realmente quiseram mostrar a cena psychobilly e nos deixaram livre pra falar o que quisemos. A marca é conhecida mundialmente no meio underground e também fora. Na verdade, não esperávamos que eles fariam posters da gente, ficamos surpresas e muito felizes pela divulgação da banda em países como Japão ou Irlanda, por exemplo.

PB - E depois do Carnival, As Diabatz já tem alguma data agendada para 2017?

Clau - Temos convites para tocar em grandes festivais na Europa esse ano. Temos muitos planos para 2017, um deles é finalmente gravar hehehe!!! 
Carol - Mas nada tem data certa ainda. 2017 vai ser um ano "mai po louco".

PB - A nossa vontade é poder ver vocês mais vezes por aqui. Agradeço imensamente por esta conversa esperando para vê-las no palco do Jokers e curtir o show. Deixem seu recado para os fans d'As Diabatz.

Clau - Sim, nós também esperamos voltar a tocar mais vezes no Brasil nossa terrinha amada. Obrigada pela entrevista. Esperamos encontrar todos nossos amigos que curtem a banda no Psycho Carnival, vai ser muito divertido. Um forte abraço! 
Carol - As Diabatz are here to stay, As Diabatz won’t go away!


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About Bone Shaker

Criador do Psychobilly Brasil. Carioca, pai, esposo, trabalhador, aprendiz de baterista e entusiasta na internet. Formado em História e amante da música. Descobriu o Psychobilly com o Sick Sick Sinners e desde então decidiu que queria aquilo para sua vida. É baterista da banda Skullbillies a qual tem uma relação de amor e ódio.
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