Mongo - Estreia aos Palcos com Grande Expectativa


Prestes a realizar a sua primeira apresentação na 22ª edição do Psychobilly Fest que acontecerá nos dias 01 e 02 de outubro em Curitiba, conversamos com G-lerm, vocalista do Mongo, a banda que surgiu das cinzas do Chernobillies. Com Ariton (guitarra), G-lerm (voz), Matheus (batera) e Crespo (baixo) a promessa é de um show que  não deixará ninguém parado.

PB: É inevitável falar do Mongo sem citar o Chernobillies. Afinal, foi da dissolução desta que surgiu este novo projeto. Qual foi o ponto marcante onde vocês decidiram encerrar as atividades da antiga banda e dar início ao Mongo? 
G-lerm: Quando o Elvis e o Toshiro, que são 2 grandes brothers, saíram da banda, não parecia fazer sentido continuar o Chernobillies com um pessoal que não tinha vivido tudo o que a banda já tinha passado. O Chernos acabou com 15 anos e muita história pra contar. E mais ainda que não podemos contar. Como o Crespo e o Matheus compraram a briga de fazer o último show do Chernos, que era uma data que já estava sendo marcada quando o Elvis e o Toshiro precisaram sair da banda e a gente logo de cara se deu bem nos ensaios e ninguém estava realmente afim de parar de tocar, já emendamos o Mongo antes mesmo do último show do Chernobillies acontecer.

PB: Depois de tantos anos e com os desafios enfrentados pela antiga banda, como estão os ânimos para o retorno aos palcos? 
G-lerm: A gente já está na pilha de estrear essa banda desde quando saiu a primeira música. A gente aprendeu uma ou outra coisa com as nossas bandas antigas, então estamos com algumas preocupações com o Mongo pra não cair as vezes nos mesmos erros. Mas o mais importante é que cada ensaio é divertido pra cacete, e esse é o objetivo principal. Diversão pra gente e pro público. Enquanto isso estiver rolando, considero que a banda está dando certo.
Formação “antiga” do Chernobillies com Ariton (guitarra), Elvis (bateria), G-Lerm (vocal) e Toshiro (baixo)
PB: E quais são as influências no som do Mongo? 
G-lerm: É o Psychobilly na sua forma mais pura e demente, e as influências são as bandas que a gente curte ouvir, que são basicamente as coisas velhas... Meteors, Sharks, Torment, Klingonz, Frenzy, King Kurt... Acho que as músicas estão passando um pouco por cada uma dessas. Tem também um pouco do que cada um tem de influência pessoal, o Matheus tem uma pegada de surf music, o Crespo já vem de uma formação mais rockabilly...

PB: Como está sendo o processo de composição da banda? 
G-lerm: Eu já tinha na gaveta uma caralhada de letras em inglês, que nunca funcionaram para o Chernobillies, porque não era o propósito da banda. Peguei o que eu achava melhor e como eu já escrevo pensando na melodia, mas não sei uma porra de nota nenhuma, sentei com o Ariton que criou umas bases. Daí pra banda inteira pegar pra trabalhar em cima foi fácil. O Ariton também tinha umas ideias instrumentais que não seguiam bem a linha do Chernos, e eu consegui encaixar umas letras em cima... Basicamente a banda já existia na gaveta a pelo menos 5 anos.


PB: E dessas novas e antigas composições, quantas músicas estão prontas? 
G-lerm: No momento temos 6 próprias e 2 versões que adaptamos e estão bem diferentes das originais e já são praticamente nossas também. Também faremos 2 covers pra encher o repertório no Psychobilly Fest. Já temos mais 4 músicas que estão no processo, mas preferimos segurar pra focar em arredondar um set para estrear a banda, e na sequencia irmos fechando mais músicas.

PB: "Mongo" é um nome inusitado. De onde surgiu a ideia?
G-lerm: Foi uma ideia besta, não quer dizer muita coisa, mas que ao mesmo tempo representa muito o som que a gente toca e o que a gente fala nas letras. É um adjetivo que define bem como nós somos, e ao mesmo tempo é um estado de espírito. É um nome que (além de funcionar em qualquer país do mundo) mostra que a gente não tem problema em rir de si mesmo.

PB: Depois de tanta reestruturação, composição, ensaios e diversão, quais as expectativas para a primeira apresentação no Psycho Fest no sábado? 
G-lerm: Como vamos ser a primeira banda, e o show começa mais cedo que o normal, a maior expectativa é que tenha público mesmo... Hahahah... Se alguém aparecer, eu garanto que não vai conseguir ficar parado.

PB: Como está a agenda da banda para os próximos meses?
G-lerm: Por enquanto não temos nada marcado. Acho que o pessoal está com receio do que podemos aprontar, mas acredito que depois desse primeiro show a gente já consiga marcar vários outros. Essa é a ideia. O único compromisso que temos é com nós mesmos, porque queremos gravar alguma coisa para lançar ainda esse ano.

PB: Que ótimo! Então podemos esperar em breve um material? 
G-lerm: Com certeza. Se tem uma coisa que a gente aprendeu é que não dá pra deixar de gravar, mesmo se não tiver um LP completo... Combinamos de gravar 4 ou 5 faixas agora em outubro, e a ideia é que lançá-las no Spotify e em um EP em vinil para a virada de ano, aí vai depender um pouco do tempo de prensagem, etc. mas definitivamente teremos o EP em mãos ainda antes do carnaval.

PB: G-lerm, agradeço imensamente esta entrevista. Tenho certeza que o show, assim como a banda será outro sucesso. Vou chegar cedo no sábado para aproveitar cada momento. Deixe seu recado para os que verão vocês no 92 Graus e para os que serão agraciados no futuro hehehe
G-lerm: Pra quem for ao Psychobilly Fest, chegue cedo! Hahahaha... E se preparem para uma pancada na moleira, todos os mongos são bem vindos.

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About Bone Shaker

Criador do Psychobilly Brasil. Carioca, pai, esposo, trabalhador, aprendiz de baterista e entusiasta na internet. Formado em História e amante da música. Descobriu o Psychobilly com o Sick Sick Sinners e desde então decidiu que queria aquilo para sua vida. É baterista da banda Skullbillies a qual tem uma relação de amor e ódio.
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