Sick Sick Sinners - Entrevista ao Site Raro Zine

Confira abaixo a entrevista realizada pelo site Raro Zine com Emiliano Ramirez, baterista do Sick Sick Sinners.

O Rarozine apresenta o Psychobilly maldito dos curitibanos do Sick Sick Sinners,recém chegados de uma tour européia com o lançamento do álbum “Unfuckinstoppable”,tivemos uma conversa com Emiliano para mais detalhes!

RZ - Com o fim do Catalépticos foi natural partir pra montar o Sick Sick Sinners?
Emiliano - Cara, quando acabou Os Catalépticos o Vlad e o Coxa já tinham em mente uma nova banda. A idéia dos caras era poder explorar todas as possibilidades sonoras que não o fizeram anteriormente, visto que Os Catalépticos era muito intenso, rápido, porrada mesmo. O Sick Sick Sinners surgiu pra dar essa liberdade de criação pros caras, além de marcar a mudança do Mutant Cox da batera pro baixo. O pimeiro show do Sick Sick SInners foi feito no mesmo dia/local do último show d’Os Catalépticos se não me falha a memória.

RZ - Falem um pouco do Psycho Carnival que vocês organizam já há algumas edições?
Emiliano - Eu vejo o Psycho Carnival como o embrião e até como grande responsável pelo fomento e manutenção da cena Psychobilly no Brasil. O Festival surgiu a 15 anos após o Vlad ter visto e vivido de perto a experiência dos festivais europeus e americanos com Os Catalépticos. A idéia era a de criar um fest aqui que proporcionasse o mesmo tipo de interatividade, o que acabou funcionando muito bem. Em 2015 iremos para a 16° edição; estamos trabalhando no line up neste momento.

RZ - Como anda a cena curitibana,em geral?
Emiliano - Este ano surgiram várias novas bandas e acreditamos que está surgindo uma nova geração, um pessoal novo que tem bem mais referências do que nós tínhamos, e me parece que teremos alguns promissores nomes me breve.

RZ - Bandas de PsychoBilly sempre foram mais reconhecidas no exterior, por isso uma maior possibilidade de turnês estrangeiras…como vcs enxergam o estilo no Brasil?
Emiliano - Não concordo muito contigo nesta afirmação não cara. Temos aqui no Brasil uma instituição da cena alternativa que é o Ovos Presley, e os caras nunca foram pra fora. Os Catalépticos abriram uma porta pra cena brasileira, que se consolidou com a realização do Psycho Carnival (que hoje é um festival conhecido e respeitado mundialmente), e criou/levou bandas muito importantes para o exterior, como o próprio Sick Sick Sinners, Frenetic Trio, As Diabatz, The Brown Vampire Catz… Talvez falte um pouco de organização pra que a cena se consolide aqui, mas acho que isto é um problema geral no underground brasileiro, talvez sul americano, não é um caso isolado no Psychobilly.

RZ - Contem um pouco do debut da banda lançado pela Monstro discos?
Emiliano - O Road of Sin foi o primeiro registro do Sick Sick Sinners e foi lançado pela gravadora alemã Crazy Love Records, sendo licenciado no Brasil para a Monstro. É um disco muito bacana com várias músicas que ainda são tocadas nos nossos shows, e foi o primeiro registro com esta nova proposta musical dentro do Psychobilly. Acho um discasso.

RZ - Vcs lançaram um Ep “Hospital Hell” com 3 canções autorais e 3 covers, como foi a escolha do repertório do disco?
Emiliano - Sim, o Hospital Hell marcou um período de transição no Sick Sick Sinners. Foi quando entrei na banda, e naturalmente pelo meu jeito de tocar mudou um pouco a dinamica sonora das músicas. A idéia com o Hospital Hell foi mostrar essa nova “face” da banda, este novo rumo. Gravamos 2 músicas que já estavam estruturadas, que foram a Hospital Hell e Unfinished Business, fizemos uma nova em espanhol que eu canto no disco que é a Diabólica Sed, e optamos por gravar 3 versões de bandas que gostamos muito. Os escolhidos foram Toy Dolls, Motorhead e Ovos Presley. Gosto bastante deste Ep, ele foi muito bem aceito e nesta época cravamos o PSYCHOBILLY MALDITO na cabeça da rapaziada.

RZ - Como vcs reagiram às vendas do material do Sick Sick Sinners no exterior?
Emiliano - É bacana saber que nossa música está além das fronteiras de nosso país. É massa essa aceitação.

RZ - Falem um pouco da parte gráfica da banda, quais os responsáveis por essa parte?
Emiliano - Cara, o logo foi feito por um brother nosso de Curitiba, o Magoo, artista féra que captou bem a atmosfera que o Vlad e o Coxa tinham em mente no começo da banda. O Road of Sin foi feito pelo pessoal da Natureza Morta de Curitiba, muito competentes no que fazem. O Hospital Hell foi feito por um artista canadense, chamado Felix La Flemme, gosto muito da arte dele e em certos detalhes me remete a algumas coisas do Pushead. O disco novo “UNFUCKINSTOPPABLE” teve a arte elaborada pelo nosso brotherzasso WIldner Lima de RIo Claro, um dos nomes mais promissores atualmente no que se refere a artes graficas.

RZ - Vcs embarcaram pra Europa pra uma tour de 16 datas,qual foi o saldo final da turnê?e alguns locais eram inéditos pra vcs?
Emiliano - Nós fizemos a tour pela Europa em Set/Out/2014 e foi impressionante a aceitação ao shows e ao material novo do Sick Sick Sinners. As pessoas estavam nos esperando e foi muito bacana voltar a Europa com este novo show. Desta vez tivemos a oportunidade de ir pela primeira vez a Finlandia, e também passamos por Holanda, Alemanha, Belgica, França, Suíça e Austria. Foram 16 shows no total divulgando o disco novo “UNFUCKINSTOPPABLE” que saiu pela gravadora alemã Crazy Love Records. No momento estamos conversando sobre a possibilidade de voltar a Europa em Junho/Julho do ano que vem para tocar em alguns festivais. Também há a possibilidade de voltar aos Usa e México e visitar alguns países da America do Sul.

RZ - O que podemos esperar da banda daqui pra frente?
Emiliano - Continuaremos fazendo a nossa parte. Organizando shows, festivais, tocando, produzindo e levando o nome do Psychobilly brasileiro aonde for possível. É rocha! 

Veja a entrevista original na página do Raro Zine, clicando aqui.

O Raro Zine surgiu inspirado em publicações dos anos 80/90 baseados em envolver a cultura independente nacional e internacional. A página é um espaço para as bandas/artistas independentes que vêm conquistando seu espaço no meio. Com a função de divulgar, lançar, a pretensão é que cada dia mais nossas informações sejam devidamente úteis aos leitores. Entrevistas e resenhas são o alvo do nosso objetivo. Há o foco também em produção de eventos e coletâneas do selo Rarozine. Migrando de uma rede social do qual se estabilizou mediante ao público,o site apresenta uma nova roupagem para divulgar a música underground.

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About Bone Shaker

Criador do Psychobilly Brasil. Carioca, pai, esposo, trabalhador, aprendiz de baterista e entusiasta na internet. Formado em História e amante da música. Descobriu o Psychobilly com o Sick Sick Sinners e desde então decidiu que queria aquilo para sua vida. É baterista da banda Skullbillies a qual tem uma relação de amor e ódio.
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