Clau Sweet Zombie - Diabatz, Cwbillys, Piolhentos e a doença sem cura do Psycho!

Clau Sweet Zombie no Psycho Carnival com As Diabatz em 2015. Foto: Camila Zanon
Clau Sweet Zombie no Psycho Carnival com As Diabatz em 2015. Foto: Camila Zanon
Confira abaixo a entrevista com Clau Sweet Zombie, baterista das Diabatz, Cwbillys e Os Piolhentos falando sobre as bandas, o cenário psycho e os planos futuros de cada projeto.


PB - Olá Clau, primeiramente agradeço a oportunidade de conceder esta entrevista ao Psychobilly Brasil.
Clau - Eu que agradeço o interesse e parabenizo vocês por manterem e contribuírem para a cena!

PB - Vamos lá. Bom, é inegável a importância das Diabatz para a cena Psychobilly. Desde 2006 vocês estão firmes com a banda, já lançaram dois álbuns fantásticos e fizeram show em tudo quanto é canto. O público adora suas músicas e a atitude de uma banda 100% feminina. Lá trás, vocês já tinham margem de tudo isso? Tinham a consciência que ia dar tão certo assim?
Clau - Bom...quando decidimos fazer a banda, na verdade não tínhamos pretensão nenhuma de fazer vários de shows, e muito menos fora do Brasil... nunca nos passou pela cabeça toda a repercussão que tivemos e não tínhamos idéia do que estava por vir. Éramos apenas 3 amigas que gostavam tanto de Psychobilly que apenas ouvir o som não era o suficiente...a gente queria mais...a gente queria tocar.
E claro.. poder fazer isso só entre as meninas também nos motivou, afinal naquele momento não tinha nenhuma banda só de meninas tocando no mundo todo, então porque não tentar reacender isso? Começamos ensaiando em casa e o resto vocês já sabem.

6º Psychobilly Eartquake. Edição 2015
6º Psychobilly Eartquake. Edição 2015
PB - Recentemente vocês receberam o convite para tocar no 6º Psychobilly Earthquake em
Bremen, quais são as expectativas da banda para este show?
Clau - Nós tivemos a oportunidade de curtir o Earthquake  e tocar nele em 2012, quando estivemos na Europa para a tour, mas foi apenas na noite de fechamento do festival. Então agora que pintou o convite pra tocar nas noites principais isso nos deixou mega animadas. Já conhecemos boa parte da galera que frequenta o festival, além de amigos e bandas e estamos bastante animadas em poder voltar lá pra fazer um som!

PB - Neste ano, vocês tocaram no Psycho Carnival, depois nos Estados Unidos, em abril (me recorde se houve mais algum show), após esta apresentação na Alemanha, como está a agenda da banda após isso?
Clau - Bom, em fevereiro - uma semana antes do Psycho Carnival- estávamos tocando na Bélgica, num festival chamado Rockabilly Psychosis, bastante conhecido por lá. Tocamos ao lado de The Monsters, Demented Scumcats, Demented Are Go,  Reverend Beat-man, Spellbound, entre outras.
Depois do Carnival fomos pra Los Angeles e foi muito legal.. a receptividade da galera norte-americana é incrível!
Agora para fechar 2015 vamos tocar no Earthquake. Não mais temos nada agendado para este ano, que já foi surreal para nós.

PB - E com a Carol morando na Alemanha, como fica a questão de ensaios, produção de músicas novas, etc.
Clau - Bom, desde que a Carol foi morar na Alemanha eu e a Claudia temos nos encontrado para passar o som ou conversar, além de manter contato direto com a Carol também, para não deixar nada morrer. Para produção de músicas novas a gente sempre dá um jeitinho. Uma escreve daqui, outra de lá, grava o som e passa pela internet e etc. Em questão de ensaios, com as 3 fica mais difícil, mas sempre que temos algum show a gente se reúne com alguns dias de antecedência para ensaiar.

As Diabatz no Psycho Carnival 2015. Foto: Billy Photos
As Diabatz no Psycho Carnival 2015. Foto: Billy Photos
PB - E falando em produção, quando teremos um novo material das Diabatz?
Clau - Ano que vem promete! É só o que tenho a dizer! ;)

PB - E com o Cwbillys? A proposta é um pouco diferente das Diabatz, mas com o mesmo sentido, um power trio, tocando o psycho “old school”, cantado em português. Como surgiu a proposta da banda?
Clau - Bom, meu irmãos do Cwbillys já vinham fazendo um som (eles começaram com a banda no mesmo ano das Diabatz). Depois que o Duma (que é um puta baterista foda!) saiu da banda, o Bruno e o Pepeu resolveram me chamar - o que foi definitivamente uma honra -  desde então nunca mais nos largamos!! hehehe

Cwbillys no Lino's Bar em Curitiba, PR. 2015
Cwbillys no Lino's Bar em Curitiba, PR. 2015
PB - Eu particularmente gosto muito da irreverência das letras do Cwbillys e a mistura de sons, sem perder a identidade do psycho. Na verdade, o psycho é bom porque você consegue misturar um monte de coisas e não deixar de ser psycho. Como é o processo de composição da banda?
Clau - O Bruno e o Pepeu têm uma criatividade e uma irreverência (como você disse) incrível. Eles são duas máquinas de produzir música haha, sério! E a temática é aquela que não foge do bom e velho psychobilly: muito humor, terror, horror -  e cachaça, porque afinal, faz parte!

PB - E CD novo? Alguma previsão?
Clau - Cd novo do Cwbillys em breve! Temos muitas músicas novas...muitas mesmo... temos que nos organizar pra gravar e o objetivo e começar ainda este ano!

PB - Podemos dizer que você tem uma disposição imensa para tocar, pois além do Cwbillys e as Diabatz, você ainda toca com os Piolhentos. Fale um pouco sobre a banda e de como surgiu o projeto.
Clau - Os Piolhentos foi um projeto iniciado pelo meu marido Alex S. Raiser junto com os amigos Jão e Fábio. O Fábio tocava batera na época, que depois foi substituído pelo Christiano (Rabo de Galo). Depois que o Christinao saiu eles me chamaram pra assumir as baquetas. Claro que para mim foi uma honra e também um desafio. Tocar punk rock para mim é mais difícil do que tocar psycho (além de tocar sentada que não é muito a minha praia haha).

Formação atual d'Os Piolhentos
Formação atual d'Os Piolhentos
PB - E quais são os planos para o futuro dos Piolhentos?
Clau - Nós acabamos de lançar duas músicas na coletânea Contra-Cultura ao lado de bandas como Vídia, Ação Libertária, Horda Punk, entre outras. Essa coletânea rola há vários anos e reúne bandas de todo o Brasil!

PB - Estamos tendo ultimamente vários shows e novas bandas surgindo. Na sua visão, como está o cenário psycho nacional?
Clau - Eu tenho me orgulhado cada vez mais da cena. É fato que há algum tempo a cena tinha dado uma esfriada, mas depois veio uma galera nova surgindo - o que já foi bem animador. Mas agora com bandas novas a parada muda de figura - E PARA MELHOR! Quanto mais bandas surgirem, mais a cena vai crescer e perpetuar, eu acho que isso é crucial.

PB - Muito Obrigado Clau. Deixe aí seu recado para os leitores do Psychobilly Brasil.
Clau - Obrigada mais uma vez pelo interesse e pela oportunidade de falar um pouco do meu trabalho e da minha visão. Eu acho que a cena só vai ficar mais forte a partir do momento de todos nos unirmos para espalhar o caos! Psychobilly é uma doença sem cura, eu peguei e pretendo espalhar pelo quatro cantos!! STAY TRUE!! É NÓIS!

Stay Psycho!

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About Bone Shaker

Idealizador do site Psychobilly Brasil. Carioca, pai, esposo, trabalhador, aprendiz de baterista e entusiasta na internet. Formado em História e amante da música. Descobriu o Psychobilly com o Sick Sick Sinners e desde então decidiu que queria aquilo para sua vida. É baterista da banda Skullbillies a qual tem uma relação de amor e ódio.
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